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O avanço da pesquisa em nefrologia trouxe uma importante mudança na forma de avaliar a saúde renal. Enquanto marcadores clássicos, como creatinina e ureia, refletem principalmente alterações funcionais, biomarcadores mais recentes permitem investigar diferentes etapas da lesão renal, desde o dano celular inicial até a perda da função do órgão.
Entre os biomarcadores mais utilizados atualmente destacam-se KIM-1, SDMA e NAG. Embora frequentemente sejam mencionados em conjunto, eles possuem funções distintas e complementares.
KIM-1: marcador de lesão tubular precoce
O Kidney Injury Molecule-1 (KIM-1) é uma glicoproteína expressa em baixos níveis em rins saudáveis. Após lesão das células dos túbulos proximais, sua expressão aumenta significativamente.
Por esse motivo, o KIM-1 é amplamente utilizado em pesquisas envolvendo:
Seu principal diferencial é indicar dano estrutural às células tubulares, muitas vezes antes de alterações importantes na função renal.
SDMA: indicador da função renal
A Dimetilarginina Simétrica (SDMA) é um biomarcador relacionado à taxa de filtração glomerular (TFG).
Como é eliminada principalmente pelos rins e sofre menor influência da massa muscular quando comparada à creatinina, tornou-se uma ferramenta importante para avaliar a função renal, especialmente em cães e gatos.
Estudos demonstram que alterações na concentração de SDMA podem indicar redução da TFG quando aproximadamente 25% a 40% da função renal já foi comprometida, permitindo uma investigação mais precoce da perda funcional.
NAG: marcador de lesão tubular ativa
A N-acetil-β-D-glucosaminidase (NAG) é uma enzima lisossomal presente nas células dos túbulos proximais.
Quando essas células sofrem lesão, a enzima é liberada para a urina, tornando-se um importante biomarcador de lesão tubular ativa.
Sua avaliação é amplamente utilizada em pesquisas relacionadas à:
A NAG fornece informações sobre o dano celular em andamento, complementando os dados obtidos por outros biomarcadores.
Quando utilizar cada biomarcador?
Cada marcador responde a uma pergunta diferente:
Por avaliarem aspectos distintos da fisiopatologia renal, esses biomarcadores não competem entre si — eles se complementam. Em muitos estudos, a utilização combinada permite uma caracterização mais completa da lesão e da função renal.
Soluções para pesquisas em nefrologia
O LEAC oferece soluções para pesquisas envolvendo biomarcadores renais, incluindo:
Esses produtos auxiliam pesquisadores em estudos de nefrologia, toxicologia, medicina translacional e medicina veterinária.
Biomarcadores complementares para uma avaliação mais completa
A compreensão da saúde renal exige uma abordagem multifatorial. Enquanto o KIM-1 evidencia o dano às células tubulares, o NAG indica a presença de lesão tubular ativa e o SDMA fornece informações sobre a redução da função renal.
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