POLÍTICA DE PRIVACIDADE E COOKIES
Utilizamos alguns recursos para entender o que nossos clientes tem interesse e melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.
Entendi
Você já imaginou que uma bactéria intestinal poderia influenciar a forma como o organismo utiliza e armazena energia?
A relação entre microbiota intestinal, metabolismo e sistema imune vem ganhando cada vez mais atenção na pesquisa. Um estudo recente investigou justamente essa conexão e identificou um eixo envolvendo a bactéria Prevotella copri, o metabólito ácido 3-fenilpropiônico (3-PPA), o receptor FFAR1/GPR40 e células do sistema imune.
Do intestino para o tecido adiposo
A microbiota intestinal produz diversos metabólitos capazes de atuar como sinais biológicos.Nesse estudo, a Prevotella copri foi associada à produção de 3-PPA, um metabólito que pode atuar como elo entre a microbiota e processos metabólicos em outros tecidos.
A partir daí, surge uma sequência bastante interessante: Microbiota intestinal - 3-PPA - FFAR1/GPR40 - Células imunes - Sinalização celular - Tecido adiposo
Onde entra o FFAR1?
O FFAR1 (Free Fatty Acid Receptor 1), também conhecido como GPR40, é um receptor acoplado à proteína G envolvido em processos de sinalização metabólica. Os resultados do estudo indicaram que o 3-PPA pode atuar sobre o FFAR1 presente em células imunes, especialmente macrófagos, desencadeando uma sequência de eventos envolvendo CXCL13, células Tfh e a via IL-4/STAT6.
Essa comunicação acaba influenciando células progenitoras do tecido adiposo.
E o que acontece com o tecido adiposo?
Um dos efeitos investigados foi o chamado beiging — processo no qual células presentes no tecido adiposo branco adquirem características semelhantes às dos adipócitos termogênicos.
Um dos principais marcadores associados a esse processo é a UCP1 (Uncoupling Protein 1). Assim, a pesquisa estabelece uma conexão entre:
Talvez essa seja uma das principais mensagens desse estudo.
O tecido adiposo não deve ser analisado isoladamente. Ele recebe sinais provenientes de diferentes sistemas, e a microbiota intestinal pode participar dessa comunicação por meio de seus metabólitos.
Ao mesmo tempo, células do sistema imune podem funcionar como intermediárias nessa sinalização.
Isso coloca o imunometabolismo como uma área importante para compreender como diferentes sistemas do organismo se comunicam e regulam processos energéticos.
Como investigar esse mecanismo?
Estudos dessa complexidade exigem a combinação de diferentes metodologias.
Entre as abordagens utilizadas estão:
Essa combinação permite investigar o mecanismo desde o metabólito produzido pela microbiota até a resposta observada no tecido adiposo.
Uma nova perspectiva para a pesquisa metabólica
O eixo 3-PPA–FFAR1–imunidade mostra como microbiota, sistema imune e metabolismo podem estar conectados em uma mesma rede biológica. E quanto mais entendemos essas conexões, mais possibilidades surgem para investigar os mecanismos que regulam o metabolismo energético e a função do tecido adiposo.
🔬 O LEAC oferece soluções para pesquisas em metabolismo, imunologia, biologia celular e biologia molecular.
📩 Entre em contato com o LEAC e consulte os reagentes e produtos disponíveis para o seu projeto.
Produtos destinados exclusivamente à pesquisa científica.
Solicite cotação:
📧 leac@leaclab.com.br
🌐 www.leaclab.com.br