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Microbioma oral e resposta ao estresse: estudo na Scientific Reports associa bactérias orais à cinética de cortisol e glicose

Microbioma oral e resposta ao estresse: estudo na Scientific Reports associa bactérias orais à cinética de cortisol e glicose

🧬 Microbioma oral pode influenciar a resposta ao estresse

A resposta ao estresse envolve a ativação do eixo HPA (hipotálamo–hipófise–adrenal) e a liberação de cortisol, além de alterações metabólicas como aumento de glicose. Apesar disso ser bem estabelecido, um ponto vem ganhando força na literatura: o microbioma pode interagir com essa resposta.

Um artigo open access publicado em 09 de julho de 2024 na Scientific Reports (Nature Portfolio) investigou precisamente essa interação, analisando como a composição do microbioma oral se relaciona com as curvas de cortisol e glicose após um estressor psicossocial.

📌 Referência: Charalambous et al., Scientific Reports (2024) — “The oral microbiome is associated with HPA axis response to a psychosocial stressor”.
 

Desenho do estudo

Os autores avaliaram uma coorte de 115 adultos (idade média 24 anos), comparando indivíduos com experiência de adversidade precoce (institucionalização e adoção) versus controles.

O estressor utilizado

Foi aplicado um teste psicossocial do tipo seCPT (água gelada + tarefa cognitiva), conhecido por ativar robustamente o eixo HPA.

O que foi medido


 

Principais resultados (do próprio artigo)

1) Curvas de estresse com aumento de glicose e cortisol

O teste induziu aumento detectável de glicose e cortisol, com posterior retorno ao basal conforme a cinética individual.

2) 12 táxons associados à resposta cortisol–glicose

Modelos de regressão (mixed-effects) identificaram 12 gêneros cuja presença/ausência ou abundância se associou a mudanças na intensidade do pico e na velocidade de clearance de cortisol e glicose após o estressor.

3) Diversidade/evenness também importam

Índices como Inverse Simpson (diversidade) e Shannon evenness (uniformidade) mostraram associação com a cinética da resposta — especialmente para glicose.

📌 Interpretação científica (com cautela, como os autores colocam):
o estudo é observacional, então não define causalidade, mas fornece evidência consistente de interação microbioma–HPA–metabolismo.

 

Implicações para pesquisa e biomarcadores

Esse trabalho reforça uma tendência cada vez mais forte em pesquisas de estresse e fisiologia:

✅ olhar para séries temporais (não apenas “um ponto”)
✅ integrar biomarcadores hormonais + metabólicos + inflamatórios
✅ considerar matriz não invasiva (saliva) em protocolos de campo e clínica

Em projetos translacionais (inclusive veterinários), essa lógica é extremamente útil para estudos de:


 

🔍 Como o LEAC pode apoiar esse tipo de estudo

O LEAC atua como parceira científica, ajudando pesquisadores a montar painéis robustos e replicáveis.

Soluções que costumam entrar nesse tipo de desenho experimental:

🧠 suporte técnico-científico (matriz, coleta, timing, controles, curva-padrão, sensibilidade)
📊 orientação consultiva para desenho e interpretação de painéis


👉 Quer montar um painel de biomarcadores para estresse, bem-estar ou resposta fisiológica (humana ou veterinária)? Fale com a equipe técnica da LEAC e nós ajudamos a definir os marcadores e o melhor desenho de coleta e ensaio.

Fale com a gente! 
leac@leaclab.com.br

 

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