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Quanto tempo uma amostra pode ficar congelada? Como evitar a degradação durante o armazenamento?

Quanto tempo uma amostra pode ficar congelada? Como evitar a degradação durante o armazenamento?

Na pesquisa científica, muitas vezes as amostras são coletadas em um determinado momento, mas analisadas apenas semanas, meses ou até anos depois. Isso torna uma pergunta fundamental:

Por quanto tempo a amostra permanece adequada para análise?

A resposta não é tão simples quanto estabelecer um número de dias ou meses.

A estabilidade de uma amostra depende da combinação entre tipo de material, biomarcador, temperatura, tempo de armazenamento, processamento e ciclos de congelamento e descongelamento.

Por isso, antes de armazenar grandes quantidades de amostras, é importante considerar a estabilidade específica do analito que será estudado.
 

❄️ Existe um tempo máximo de congelamento?

Não existe um período universal aplicável a todas as amostras.

Soro, plasma, saliva, urina e tecidos possuem características diferentes. Da mesma forma, proteínas, hormônios, citocinas, anticorpos, enzimas e outros biomarcadores podem apresentar diferentes níveis de estabilidade.

Além disso, a temperatura de armazenamento também influencia a preservação.

Uma amostra armazenada a -20 °C não deve ser considerada automaticamente equivalente a uma amostra armazenada a -80 °C.

Por isso, o prazo de armazenamento deve ser estabelecido considerando:


Em outras palavras: não é correto dizer que toda amostra pode ficar congelada por “X meses” sem considerar o que será analisado.
 

🧬 O que pode acontecer durante o armazenamento?

Mesmo congelada, uma amostra não deve ser considerada biologicamente "imortal".

Durante períodos prolongados de armazenamento, alguns componentes podem sofrer alterações. Dependendo do biomarcador, isso pode resultar em:


Esse fenômeno é especialmente importante em estudos longitudinais, nos quais pequenas diferenças na concentração de um biomarcador podem ser interpretadas como alterações biológicas.
 

🔄 O grande vilão: congelamento e descongelamento repetidos

Um dos cuidados mais importantes é evitar ciclos repetidos de congelamento e descongelamento.

Imagine uma amostra armazenada em um único tubo.Toda vez que o pesquisador precisa realizar uma análise, o tubo é retirado do freezer, descongelado e posteriormente congelado novamente. Esse processo pode ser repetido várias vezes durante o estudo.

Dependendo do biomarcador, esses ciclos podem contribuir para sua degradação ou alteração da concentração mensurável.


💡 A solução?

Aliquotar a amostra.

Em vez de armazenar todo o material em um único tubo, pode-se dividir a amostra em volumes menores antes do congelamento. Assim, cada alíquota pode ser descongelada apenas quando necessária.

Menos descongelamentos → menor manipulação → maior controle da estabilidade da amostra.
 

🧪 Como evitar a degradação da amostra?

1. Processe rapidamente

Sempre que o protocolo permitir, o processamento deve ser realizado de maneira padronizada e dentro do intervalo de tempo definido para o estudo.
Atrasos entre coleta e processamento podem afetar determinados analitos.

 

2. Faça a separação adequada

No caso de soro e plasma, a separação adequada dos componentes sanguíneos é uma etapa importante antes do armazenamento.
Isso ajuda a reduzir alterações posteriores provocadas pela permanência prolongada das células junto à amostra.

 

3. Faça alíquotas

Essa é uma das estratégias mais simples e importantes. Divida a amostra em volumes adequados para as análises previstas. Dessa forma, não é necessário descongelar todo o material cada vez que uma análise for realizada.

 

4. Mantenha a temperatura estável

Não basta escolher uma temperatura de armazenamento. É importante também evitar variações desnecessárias e monitorar as condições do equipamento. Falhas ou oscilações significativas podem comprometer a estabilidade de determinados biomarcadores.

 

5. Evite descongelamentos desnecessários

Antes de retirar uma amostra do freezer, planeje quais análises serão realizadas. Quanto menos ciclos de congelamento e descongelamento, melhor será o controle sobre a integridade da amostra.

 

6. Registre tudo

Um bom sistema de identificação e rastreabilidade é fundamental.

Registre informações como:


Essas informações podem ser extremamente importantes na interpretação posterior dos resultados.

 

📊 E se a amostra já estiver congelada há muito tempo?

Não significa necessariamente que ela esteja inutilizável. A primeira pergunta deve ser:

Qual biomarcador será analisado?

Depois, é necessário verificar se existem dados de estabilidade para aquele analito nas condições em que a amostra foi armazenada.

Também é importante avaliar se houve:


Quando possível, amostras armazenadas por períodos diferentes podem ser comparadas com controles ou materiais de referência para verificar se o armazenamento introduziu alterações relevantes.

 

🔬 A estabilidade da amostra faz parte do experimento

É importante lembrar que a qualidade do resultado não começa no momento em que a placa de ELISA é preparada. Ela começa muito antes:

Coleta → Processamento → Aliquotagem → Congelamento → Armazenamento → Descongelamento → Análise

Cada uma dessas etapas pode influenciar o resultado final.

Por isso, a estabilidade da amostra deve fazer parte do planejamento experimental, e não ser considerada apenas depois que os dados já foram obtidos.

 

🧪 E onde entram os reagentes?

Mesmo com uma amostra bem preservada, a metodologia utilizada precisa ser adequada ao objetivo da pesquisa.

A utilização de kits ELISA, anticorpos e reagentes auxiliares de qualidade contribui para a padronização das etapas analíticas e para a obtenção de resultados mais confiáveis.

O LEAC oferece soluções para diferentes aplicações em pesquisa científica, auxiliando pesquisadores desde a investigação de biomarcadores até a análise de proteínas e outros alvos.


🔬 Preserve sua amostra. Padronize seu experimento. Confie no seu resultado.


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