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By Labmedica International staff writers


O câncer colorretal é o quarto câncer mais comum nos EUA e o segundo mais mortal. Existem quatro estágios primários do câncer de cólon. Geralmente, com o estágio 2, o câncer não se espalhou para os gânglios linfáticos próximos ou órgãos distantes, mas cresceu em ou através da parede do cólon.

Um teste de sangue simples subutilizado poderia melhorar o tratamento de 1 entre 6 dos pacientes com câncer de cólon no estágio 2, e muitos pacientes que poderiam se beneficiar do teste provavelmente não o receberam. O exame de sangue existe há décadas, mas não é amplamente utilizado.

Os cientistas da Mayo Clinic (Rochester, MN, EUA) usaram dados do National Cancer Database para 40.844 pacientes, para analisar os benefícios de um exame de sangue que mede a proteína chamada antígeno carcinoembrionário, ou CEA, no câncer de colo no estágio 2. O antígeno carcinoembrionário pode ser encontrado em níveis mais elevados em pessoas com certos tipos de câncer, especialmente câncer de cólon. Os pacientes eram pacientes com adenocarcinoma do cólon no estágio II submetidos à ressecção com intenção curativa. Foi desenvolvida uma nova estratificação de risco, incluindo características tradicionais de alto risco (lesão T4, menos de 12 gânglios linfáticos amostrados e má diferenciação) e CEA elevado.

Os pesquisadores descobriram que o conhecimento prévio destes resultados de exame antes do tratamento poderia ter alterado a classificação para 17% dos pacientes com câncer de colo no estágio 2, de risco médio para alto risco. Essa mudança poderia ter alterado as opções de tratamento, incluindo a utilização da quimioterapia. Eles também descobriram que, para os pacientes no estágio 2 que passaram por cirurgia, mas não quimioterapia, a taxa de sobrevivência de cinco anos foi de 66% para aqueles com níveis elevados de proteína e 76% para aqueles sem níveis elevados. E para pacientes com níveis elevados da proteína, e que passaram por quimioterapia e cirurgia, tiveram uma melhora superior quando comparados com os pacientes que passarm apenas por cirurgia.

Kellie Mathis, M.D., cirurgião colorretal e autor principal do estudo disse: "A decisão de prescrever quimioterapia ao paciente após a cirurgia não é facil, e os médicos devem pesar os riscos e os benefícios. Atualmente, estamos usando o exame de sangue CEA para auxiliar na tomada destas decisões difíceis, e sugerimos que outros médicos façam o mesmo. Se um paciente com um novo diagnóstico de câncer de colon no estágio 2 tiver um nível elevado de antígeno carcinoembrionário, os médicos devem considerar a quimioterapia além da cirurgia. Não há nenhuma boa razão para um médico omitir este exame de sangue, e é necessário fazer um trabalho forte neste sentido a fim de garantir que todos os pacientes o recebam ". O estudo foi publicado na edição de maio de 2017 do Journal of Gastrointestinal Surgery.